
Acho que foi no ensino médio que eu comecei a pensar realmente na profissão que queria seguir, pois após a frustração de não ter passado para o CEFET, que hoje é IFAL, eu comecei o ensino médio focada no vestibular.
Aos 15 anos, no 1° ano eu queria ser advogada, pois o status dispensado a carreira jurídica é muito grande. Lembro de que na escola a gente pensava que só poderia escolher entre três cursos: Direito, Engenharia e Medicina, e como eu não queria nem a área da Saúde, nem as Exatas, optei pelo Direito. Eu queria de verdade ser promotora, juíza... assistia filmes, lia livros sobre o tema e a minha melhor amiga também queria, então só pensávamos nisso.Estudei muito para o PSS 1 e em 2005 , ano em que o sistema mudou, alcancei uma nota muito alta, a mais alta da escola recebi prêmio e tudo!!! Tudo indicava que eu passaria no vestibular e seguiria a carreira... Mas, no 2° ano a dúvida começou a pairar sobre mim, eu continuava estudando muito, mas não tinha mais tanta certeza de que queria ser promotora ou advogada, o curso não parecia mais tão interessante para mim... Foi nesse período que eu fui conhecendo outras opções de curso, como serviço social, psicologia, educação física(lutei judô por 8 anos), História, Letras e Biologia e comecei a considerar escolher outra profissão.

Fiz o PSS 2 e alcancei novamente uma boa nota. No 3° ano eu só pensava no vestibular, eu tinha que passar na UFAL, pois meus pais não teriam condições de pagar uma faculdade particular, e nem eu queria isso! Logo, me dediquei muito aos estudos, em paralelo a isso, eu estava muito confusa, pois sabia que queria estudar na UFAL, mas ainda não sabia em que curso, nesse ano teve uma feira de ciências na escola e como estávamos no último ano, nossa sala ficou com o tema:
Os desafios dos jovens no mercado de trabalho. Devido a isso, nós fomos pesquisar as profissões e cursos que poderíamos fazer e procuramos diversos profissionais para falar sobre suas profissões, além dos testes de vocação profissional, aliás, fiz muitos desses testes, e o resultado sempre dava letras , história e pedagogia, e foi aí que me dei conta de que eu não queria Direito, que não tinha muito a ver comigo, com a minha personalidade e que a carreira jurídica não me interessava tanto assim, não gostava de ler leis... Descobri e me apaixonei pelo Design gráfico e a Publicidade, mas não tinham esses cursos na UFAL, e foi assim, que eu decidi que iria estudar Letras, pois adorava ler, já estudava inglês e gostava muito de português, já tinha decidido... até que eu descobri que teria que dar aulas para adolescentes, e como eu era uma adolescente, sabia bem o inferno que seria, assim, descobri a PEDAGOGIA, pois o mercado de trabalho era mais amplo e diversificado, optei pelo curso desejando trabalhar com a gestão ou psicopedagogia.
Meus pais, minha família, meus amigos, professores e até meu namorado não entendiam porque eu tinha mudado de ideia, pois na cabeça deles, eu nunca teria desistido do Direito. Eles não ficaram muito felizes, com a minha opção, mas foram se acostumando e me apoiaram muito o dia do resultado do vestibular foi o dia mais feiz da vida dos meus pais e hoje eu percebo que fiz certo e escolhi um curso que me realiza e abriu muitas outras portas que eu nem pensava existir, como a carreira acadêmica, o trabalho com educação à distância, com literatura infantil e com tecnologia.
Fiz a útima prova, o PSS3, em 2007 para entrar na UFAL e passei em 1° lugar em Pedagogia-diurno para a turma 2008.1....